Biografia do Escritor Buiquense, Manoel Modesto

Biografia do Escritor Buiquense, Manoel Modesto

Manoel Modesto de Albuquerque Neto

Nasceu em Buíque, Estado de Pernambuco, precisamente no Sítio Cigano, em 28.03.1952, sendo filho de Milton Modesto de Albuquerque e de Adelaide Alves de Albuquerque. É o quarto filho de uma família composta por três homens e três mulheres.

Até os doze anos de idade, teve uma vida dura e difícil, onde trabalhando na roça com seus familiares, fazia o meio de vida para o sustento de todos. Ainda com tenra idade, em 1964, com apenas 12 anos, juntamente com a sua família (pai, mãe e mais cinco irmãos), por forças das circunstâncias até então vividas e de dificuldades enfrentadas, partiu para morar em Ribeirão Pires, Estado de São Paulo, vindo, pouco tempo depois, a morar na capital, na cidade de São Paulo, na Vila Ema. Em São Paulo, trabalhou arduamente como “peão” em diversas fábricas, retornando para Buíque, em maio de 1972, chegando juntamente com seu irmão Miltinho, a trabalhar no famoso ARIZONA BAR, propriedade adquirida com as economias conseguidas no árduo trabalho em São Paulo, que era localizado na Praça Major França, no Centro da cidade de Buíque.

Em Ribeirão Pires, estudou na Escola Municipal Dom José Gaspar e, na capital, São Paulo, numa Escola Estadual da Vila Zelina, próxima da Vila Ema. De volta para Buíque, ainda no ano de 1972, chegou a estudar por pouco tempo, no Colégio Cardeal Arcoverde, voltando a estudar em Buíque, no Ginásio Comercial de Buíque, fundado por Blésman Modesto. Em Buíque, termina o primeiro grau, tendo sido, o orador de sua turma e, o segundo grau, é concluído na Escola Estadual Carlos Rios, em Arcoverde, tendo concluído no ano de 1976. Quando estudante em Buíque, chegou a fundar o primeiro “jornalzinho” artesanal, editado em máquina de papel estêncil, “O PLÁ DO G.C.B”. Em 1975, se submete ao primeiro concurso público promovido pelo Banco do Estado de Pernambuco – BANDEPE, tendo assumido em novembro do mesmo ano, a função de bancário, na agência de Buíque, passando pouco tempo depois, a trabalhar no Recife, para estudar cursinho e fazer vestibular. Foi o primeiro buiquense a ser aprovado através de um concurso público.

Em 1978, se submete a concurso de vestibular e passa no curso de Engenharia da UFPE, do qual ainda chegou a fazer até o sexto período, tendo que interromper, em face de ter passado em concurso interno do Banco, para ocupar nova função e retornou novamente para trabalhar em Buíque, isso por volta de 1981. Desempenhando a nova função no Banco, veio a ser transferido para Pesqueira, por questões de ordem de perseguição política, passando então, a morar naquele lugar, por volta de 1983 e, em 1985, se submete a mais um vestibular, agora, na área de Direito, onde veio a terminar o curso na Faculdade de Direito de Caruaru, em 1990, chegando a ser o orador oficial de sua turma. Também na década de final de 80 para a de 90, funda o primeiro jornal editado na base de composição linotipista, letra por letra, que era editado na Gráfica da Diocese de Pesqueira, “A VOZ DE BUÍQUE”, que mexeu com a vida de muito político de Buíque. No campo da literatura, sempre escreveu como colaborador, para diversos jornais da região, sendo que, desses, ainda mantém uma coluna, “O Reverso da Medalha” e “O Caolho”, no Jornal de Arcoverde. Em 1988, ainda morando em Pesqueira, publica o seu primeiro livro, intitulado de “MODESTO À PARTE”, em que reuniu várias crônicas escritas ao longo de um determinado período. Em 1991, no Governo de Joaquim Francisco, trabalhando então, na agência de Sanharó, é demitido sem justa causa, do BANDEPE, aonde até então trabalhara, mas como já era formado em Direito, passou então a abraçar a militância da advocacia, a qual desenvolve até os dias atuais. No ano de 2005, veio a publicar o seu segundo livro, agora no campo da ficção, intitulado “NO AMOR E NA POLÍTICA MUITA “SAFADAGE” HÁ”. Trata-se de uma história inspirada na realidade de muitas situações políticas vividas em nossa região e também, em nosso País. No ano de 2013, veio a publicar o livro, uma tese jurídica, constituindo-se no terceiro livro, intitulado: INCONSTITUCIONALIDADE LATENTE DO STF NA QUESTÃO DO CASAMENTO HOMOAFETIVO, em que explana do ponto de vista jurídico o seu ponto de visto sobre esse complexo assunto; no ano de 2015, vem a publicar o seu quarto livro e o primeiro de poesias – CHAMAS TORRENCIAIS DE MINH’ALMA, reunião de poesias escritas ao longo do tempo e, no ano de 2018, em circunstâncias dificílimas de sua vida, vem a publicar o seu quinto livro, uma reunião de Contos, Causos e Contos, que o intitulou, CATADOR DE ILUSÕES, em que fez uma reunião de vários escritos ao longo de um determinado período da vida. Atualmente, está com o sexto livro no prelo, agora um romance, fruto da mesclagem com tintas de ficção e da realidade palpável e visível na vida de cada um dos seres humanos. Com o advento da INTERNET, criou o BLOG DO MANOEL MODESTO, em que o manteve por alguns anos, extinguindo-o, porém, sendo sucedido pelo Site Circuito Direto News a partir do mês de junho de 2019. No mundo internetário mantém duas páginas no Facebook, uma pessoas e outra exclusivamente para transmissões e reproduções de vídeos da TV CDN, criada no final de 2019, além de manter dois canais no YouTube – Canal CDN Online e Ex Lege Advocacia – O Canal do Direito.

Na atuação cultural e literária, da qual sempre foi fervoroso defensor, fundou juntamente com um grupo de amigos e amigas, em 23.10.2014, a ACADEMIA BUIQUENSE DE LETRAS E DAS ARTES – ABLA, da qual é o seu Presidente, em que desde a fundação dessa instituição vem tentando implementar a cultura de sua terra e região, porém tem enfrentado uma gama de entreveros, entretanto, sem desanimar, nunca deixou de envidar esforços como meios de vir a promover a cultura de sua terra e de sua gente.

Pai de cinco filhos, Hélder, Hémerson, Hélderson, Patrícia Emanoela, do primeiro casamento e, Milton Neto, fruto de uma segunda convivência, continua na sua luta pela sobrevivência e pela vida. A maior dor de sua vida, foi em outubro de 2018, chegar a perder o seu segundo filho, ainda na flor da idade, Hémerson Modesto, carinhosamente conhecido como “Mecinho”, em circunstâncias misteriosas.

Na campanha de 1992 e 2016, se aventurou a ser candidato a vereador por sua terra, Buíque, fazendo uma pregação séria e de moralidade na política, entretanto, nessas duas vezes, não obteve êxito, até porque, lá atrás, a política de Buíque vivia épocas um tanto quanto obscuras e de resultados duvidosos e pouco confiáveis, em face de condutas suspeitas e, na segunda tentativa, como imaginava ainda que poderia vir a ser eleito com boas ideias, no final de tudo, o que restou comprovado é que na verdade, o valor da moeda continua tendo um peso divisório e decisivo na vida deste país, razão da política desacreditada na qual se está inserido neste fosso de escuridão.

Como Advogado, escritor, poeta e jornalista, Manoel Modesto, tem atuado em praticamente todas às áreas do Direito, mas especialmente voltado para o Direito Civil, Penal, Trabalhista, Administrativo, Público e Eleitoral. Chegou a ser Procurador durante cerca de 13 anos, do Município de Tupanatinga, além de ter prestado assessoria jurídica a outros municípios da região.

No momento exerce a função de Procurador Geral do Município de Buíque, desde 01.01.2017, além de vir exercendo a sua militância de advogado, em que vem prestando suporte jurídico em várias áreas do Direito. Manoel Modesto, na qualidade de Advogado, Escritor, Poeta e Jornalista, tem seu sonho maior, voltado para o seu povo, sua gente e sua terra, sem, contudo, deixar de ter uma visão e sentimento de mundo. Sua última façanha, dando uma olhada para o passado acadêmico, ousou retornar ao banco de uma Faculdade, onde voltou a cursar Engenharia Civil, na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – AESA e, está escrevendo o seu sétimo livro, isto porque, a vida não pode parar, enquanto tudo não for envolvido pela escuridão e eterna de domínio do Universo Infindo.

Sobre o autor

Escritor e poeta comprometido com a disseminação da cultura e da arte nordestina.

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